domingo, 22 de março de 2026

Solitude

Sentada, sozinha, em um dos vários restaurantes localizados na praça perto de casa, me pego observando as outras mesas: Casais jovens e grisalhos, duas amigas conversando animadas, um jovem novo com camisa do Galo, um senhor tomando uma pinga com uma porçao de carne, um homem de meia idade mexendo no celular, um grupo de rapazes de shorts e chinelos e mais uma boa variedade de espécimes humanas. Os garçons rodam de um lado pro outro trazendo as bebidas e o caixa, que parece ser o dono, sorri satisfeito com o movimento.
Daqui onde estou eu também posso ver a praça e as crianças que brincam lá, bem como um cãozinho minúsculo que late esganiçado correndo atrás de uma bolinha que seu dono atira. 
Enquanto tudo isso acontece eu me dou conta do quanto eu me habituei a sentar sozinha em restaurantes, bares, sorveterias ou onde que for. Inclusive, gosto bastante da dinâmica de estar sozinha. Meu tempo, minha companhia, minha comida, minhas escolhas.
Geralmente não me apercebo do que está ao redor. Entro, dou uma boa olhada no ambiente, sento, escolho, faço o pedido e aguardo pacientemente. Na bolsa há sempre um livro que tenho por hábito ler enquanto espero chegar o pedido e muitas  vezes também enquanto como. 
Hoje olhando as outras mesas, uma indescritível sensação de conforto e plenitude me invadiu e percebi imediatamente como estar completo tem a ver com a gente e não com o outro ou qualquer outra coisa. Estar pleno é algo tão diferente do que já pensei que fosse! É ser inteiramente, é estar integralmente ali, no momento. É saber-se suficiente. 
Levanto, pago a conta e saio. O almoço estava bom! Voltarei outras vezes. 
Caminho a pé até em casa. Este é mais um dia lindo, como vários outros que tenho vivido! Que bom! Que venham mais! 

domingo, 10 de outubro de 2021

Tudo mudou

De repente tudo mudou.

Você, com certeza, mudou.

Eu?  Talvez, tenha mudado também. Mas, nada que justifique o que você está fazendo. 

Ando cansada, sabe? E acho que não tenho mais paciência nem para discutir. 

Por hora, tenho pensado em apenas continuar andando. Nada muito rápido. Só o suficiente pra não ficar estacionada. 

Pretendo andar em frente, devagar.

E assim, vou me afastando aos poucos. A cada passo sozinha, eu estarei caminhando para fora do seu alcance. 

Temo, que, quando você se der conta, eu estarei muito longe. 

Sinto muito por você. Sinto muito por nós. 

Mas, tudo mudou! 

Você mudou!

E eu agora quero mudar.

Ass: Sal, que pretende continuar andando. 



sexta-feira, 17 de setembro de 2021

Uma pausa no mundo...

Faz tempo que não apareço por aqui. Na verdade, quase um ano inteiro.

A vida ficou estranha. Complicada. Tudo parou nesses últimos tempos. Eu também parei. 

O mundo está tentando sair de uma epidemia de coronavirus, que alguns acreditam ser um vírus perigosíssimo altamente letal. Muitas pessoas morreram e ainda estão morrendo por conta dos efeitos do vírus, responsável pela doença chamada de Covid 19 e suas variantes que podem ser letais ou incapacitantes.

Há também os que defendem que toda essa mobilização mundial em torno da Covid 19 seja apenas uma jogada política de manipulação de massas, ou uma conspiração mundial para controle do poder político e econômico.

Seja como for, e imagino que nunca saberemos o que realmente está acontecendo; o fato é que o mundo parou. Todos paramos: Escolas, trabalho e comércio. Um sem números de pessoas perdeu seus empregos, sua fonte de renda e seu sustento.

Outro grande número de pessoas morreu em casa, por demorar a procurar atendimento médico e outras tantas morreram dentro dos hospitais superlotados.

Uma crise mundial que a minha geração ainda não tinha visto e que provavelmente igual não verá. Máscaras das mais variadas cores e modelos são agora parte do vestuário normal. Há noivas que se casam de máscara combinando com o vestido e no dia a dia, as mais diveetidas ou bizarras estampas estão cobrindo o rosto de crianças, adultos e idosos.

Aos poucos a vida vem retornando ao quase normal. Escolas agora funcionam em meio horário, ou em turnos alternados. Home office aos poucos tem cedido espaço para o trabalho presencial e há alguns tipos de vacina que prometem imunizar a população sendo distribuída. 

Não se pode dizer que o pior já passou porque ninguém sabe, na verdade, qual é mesmo a natureza do vírus ou seu real poder de atuação.

Há países que ainda passam por períodos de isolamento de sua população e há outros em que as pessoas já estão frequentando estádios para assistir jogos de basquete. Há lugares em que a população já está na terceira dose da vacina e há alguns em que toda a população tomou apenas uma dose.

Uma certeza que me vem à mente é a de que provavelmente o mundo precisava dessa parada. Ainda que não quiséssemos nem esperássemos, a natureza,  o clima e o interior das pessoas clamava por uma pausa.

Todos andavam correndo, cansados, exaustos, estressado; dizendo que faltava tempo, que não havia espaço pra mais nada. Esses encontraram na pandemia do coronárias a obrigatoriedade de parar, descansar e fretar o ritmo louco de sempre.

Havia também os que acumulavam para si tesouros. Bens, roupas, compras e mais compras. A pandemia lhes mostrou que precisavam de muuto pouco para viver no dia a dia. Pouca roupa, pouca mobília, poucos bens. 

Para os que perderam um ente querido, um conhecido que respeitavam ou um vizinho pra que diziam apenas bom dia; a pandemia ensinou que talvez amanhã seja tarde demais pra ser mais amigo, mais leal, mais fiel, mais amável, mais humano com o outro.

Pra quem fica doente, esteve no hospital, mas se recuperou e agora enfrenta as sequelas da doença, a pandemia mostrou que somos humanos: fracos, frágeis e suscetíveis a doenças e dor. A doença trouxe compreensão de que todos estamos sujeitos e que precisamos cuidar mais de nós mesmos.

Houve gente que simplesmente parou e hibernou nesse período de pandemia. Houve também alguns que reclamaram o tempo todo. E pode parecer estranho, mas houve vários que deram vivas de alegria por não ter que sair de casa e também os que sofreram muito a falta dos amigos e dos agitos da vida social.

Há ainda aqueles que aproveitaram o tempo parado do mundo pra estudar e melhorar profissionalmente. Imagino que não deve ter sido fácil encontrar forças e disposição para isso. Mas, a verdade é que cursos online de todo tipo pipocaram na web e aqueles que conseguiram firmar a mente se beneficiam muito desse tempo livre bem aproveitado.

A pandemia do coronavirus é uma realidade ainda presente entre nós. Seja em tempos de pandemia ou não, em tudo podemos aprender algo. 

Nesse tempo em que o mundo parou tivemos muitas oportunidades de aprender sobre nós, sobre o outro, sobre fé, sobre a vida e sobre o mundo. 

Que as lições aprendidas nos ajudem a caminhar melhor nesse mundo que está renascendo e que tem muito ainda a nos ensinar.

Ass: Sal, que  perdeu pessoas queridas, que gostou de trabalhar em home office, que estudou muito online e que também aprendeu muito sobre a fé, a vida e sobre si mesma.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Ele se importa

Ele se importa é um livro sobre o poder de Deus, mas é também sobre o amor dEle, que apesar da glória que tem, se importa comigo e com você. 


É uma história real para todos aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de conhecer Deus de maneira íntima e pessoal e também para todos aqueles que já experimentaram momentos de culpa, remorso, inadequação e pressão na vida religiosa.


Mergulhe nestas páginas e descubra  quem você é em Deus e quem é o Deus em quem você pode confiar.


Autora: Sandra Alves

Editora: Quipá

Disponível em breve em e-book e livro impresso!!!

Quando a realidade bate à porta

verdade é q tudo um dia acaba.
Por mais bonito ou mais profundo tudo tem seu irrevogável fim.
Começamos sempre a ilusão de que dessa vez será pra sempre, melhor ou diferente.
E por um tempo realmente é.
Mas, o tempo passa , as forças acabam e  cansaço bate.
Não há beleza, riso ou dor (e aqui pauso para dizer um amém) que sempre dure.


É certo que há quem ainda lute e há os que até vencem. (Um viva aos bravos e corajosos guerreiros)
Mas para a maioria de nós, meros mortais, sujeitos às dores e à fragilidade das emoções, a luta nem é uma possibilidade. 

Estamos todos magoados, ressequidos, maltratados e principalmente cansados.

Mas vamos seguindo...

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

A flauta

 

A flauta me escolheu há muito tempo e temos seguido juntas desde então. Já são quase 35 primaveras de uma parceria fiel.  

É certo que às vezes ela se cansa, porq eu exijo muito dela e ela falha.
Às vezes eu tb canso, porq ela exige muito de mim e eu sou humana.
Mas ela é como um pedaço de mim e eu pedaço dela! Se tirar uma, a outra cala, a música para e a tristeza exala.

Seguimos juntas então e eu me limito a repetir sempre o que já dizia o cantor:  Como é bom poder tocar um instrumento!! 🎵🎶🎵🎶🎵🎶🎶


Assinado: Sal, feliz por ser flautista desde os 9 anos de idade

terça-feira, 28 de julho de 2020

Um futuro certo, cheio de esperança e paz!

Os tempos são difíceis e nós não sabemos exatamente o que está por vir. O medo da doença e da morte; as incertezas financeiras e a guerra política ronda a nossa sociedade.
De onde virá o nosso socorro?
O Salmista Davi estava no deserto e havia acabado de saber sobre a morte de seu amigo Samuel, quando fez essa mesma pergunta. E ele mesmo, com toda certeza de fé respondeu: O meu Socorro vem de Deus!

Eu tb creio nisso! Eu creio que há um Deus que é fiel; mesmo quando tudo parece ruim e até mesmo quando eu não mereço. O meu Socorro vem de Deus!
Que maravilha é saber que para os que creem há esperança de um futuro certo, cheio de esperança e paz, porque Deus é fiel!

Eu convido você a crer tb. Entregue a sua ansiedade e seu medo a Deus. Confie e descanse, pois a bíblia diz q Ele guardará o nosso coração e a nossa mente com a Sua paz!
Ass: Sal, que tem certeza do cuidado de Deus!

Solitude