segunda-feira, 21 de novembro de 2016

A graça e o amor de Deus.

Quando me divorciei, um medo desesperador tomou conta d mim.
Não foi o medo d não ter como criar minha filha q estava na época com um ano de idade.
Também não foi o medo da discriminação  ou do preconceito das pessoas, considerando o meio cristão no qual estava inserida.
Nem tão pouco foi o medo de minha filha sofrer traumas psicológicos por ser filha de pais separados...

O meu maior medo e q se refletiu em repetidas crises de pânico, era o medo de que a partir dali, Deus não mais me abençoaria.
Eu tinha taquicardia e falta d ar ao pensar que Deus não me protegeria, que Ele não mais me mandaria o sustento.


Talvez para alguns o divórcio tenha sido uma saída necessária,  pra outros um alívio e para muitos não represente um grande problema, uma grande falha.. É só vida que se segue; cada um pro seu lado: apenas não deu certo.
Para mim, surgiu mais. como uma sentença de fracasso, incompetência e indequação religiosa. Eu pensava que agora que eu fracassara não era mais digna do cuidado de Deus.

Criado em uma igreja evangélica, frequentadora assídua da EBD, aluna de teologia de um reconhecido seminário teológico da minha cidade, participante ativa nas programações musicais das comunidades cristãs às quais eu pertenci; até então eu acreditava ser imune as fraquezas e falhas típicas dos fracos na fé.

Como eu era tola! haha. E quanto eu precisava aprender.  Bem.. Na verdade, ainda preciso...

Aqueles, que como eu cresceram aprendendo sobre Deus em uma comunidade cristã,  sabem de cor a cartilha da vida vitoriosa: oração,  leitura da Palavra, vida de intimidade com Deus, vida dedicada de serviço na comunidade cristã.

Do alto de minha arrogância,  julgava eu que cumpria diligentemente as regras e que seguia a cartilha... Era um exemplo!!!  rsrs
Qual não foi minha surpresa ao descobrir q essa vida "piedosa" não me garantira a segurança; a distância dos problemas, das dificuldades, das falhas.

Enfim... Apesar de toda a "experiência" cristã q eu tinha, me vi incapaz,  sem esperança, me senti sozinha, fraca, falha, pecadora, indigna.

E foi nesse momento, o mais desesperador que eu vivi até hoje,  q eu descobri de verdade, o amor de Deus. Foi só aí que eu entendi a graça de Deus!!

Na minha fraqueza, eu descobri que Deus estava perto. Pude ver seu agir,  seu sustento,  seu consolo.
Eu senti o perfeito cuidado de Deus e entendi o real significado de "o meu poder se aperfeiçoa na sua fraqueza".

E descobri enfim que havia um grave problema com a teologia entendida por mim até então:  Eu achava que se eu fosse boa, perfeita, fiel, santa, Deus me abençoaria, as coisas dariam certo.
Se eu servisse diligentemente com meus dons na comunidade cristã tudo iria bem.

O grande erro estava no foco dessa teologia: Eu! Eu! Eu!!!
Enquanto minha visão deveria estar na graça, no amor de Deus.

No auge das minhas crises de pânico, eu descobri um Deus que me amava, mesmo eu não sendo perfeita.
Aliás, entendi que Ele me amava desde antes da fundação do mundo. Ele havia me escolhido antes que eu nascesse e isso não dependera de mim;  e nada do que eu tivesse feito mudaria o quanto Deus me amava.
E o amor dele me fez entender que eu era na verdade fraca, incapaz, tola e falha, mas que Ele me amava e que a história que Ele havia planejado pra mim não havia acabado e que tinha ainda muitos capítulos a serem escritos e vividos.

Descobrir o amor e a graça de Deus é libertador. Nos tira o peso da culpa, da auto condenação e experimentamos a realidade do fardo leve e do jugo suave.

Tudo q aprendi e guardei foi q Deus me ama. E essa verdade mudou minha vida. Compreendi que eu podia e devia continuar praticando aquelas coisas que eu fazia antes (servir, orar, ler a Bíblia, vida de santidade, etc...) mas com o foco certo: Movida pela crença na graça de Deus e pela  certeza de Seu amor.

Deus é amor! Deus me ama! Deus ama você!

Independente do que você faça ou do que tenha feito, Ele continua amando, porque Ele é amor e sua graça se inclina gentilmente em direção a nós.
Como é bom pertencer a um Deus d amor!!

Ass: Sal, que tem certeza do amor de Deus e que foi alcançada por sua graça.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

6 meses depois...

Dizem que o tempo cura tudo...
Deve curar...  Ainda não sei.
Estou me fiando no que dizia uma bela e antiga música...
"...Já curou desenganados.. Já fechou tanta ferida..."

Mas há feridas que demoram a cicatrizar e doem... Muito! Todos os dias.

6 meses parece o tempo suficiente para enterrar certas questões,  mas é também tempo suficiente para um bebê criar forma e fazer o ventre crescer...

E assim como aquele que anseia pelo bebê que vai nascer; aquela que sofre, torce para que o tempo passe e a dor se acabe.

Já se passaram 6 meses...
O tempo não foi suficiente ainda...
Talvez seja caso de esperar os 9 meses completos! Asdim o bebê nasce e talvez a dor passe.
Talvez...

Ass: Sal, que não conseguiu esquecer ainda...